segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Sobre o parto cesárea

Posted by Bianca Massih |
Oi, gente!

Aqui no mundo fora da mamãe dá uma preguicinha... Eu durmo bastante. Agora estou do ladinho da minha mamãe. Ela me pediu para escrever aqui algumas coisas sobre como foi o parto cesárea. Parece que tem bastante gente que tem dúvidas e que se assusta. Então vamos compartilhar como foi a experiência da mami!

Beijinhos,
Bibi


Oi, mamães!

Queria falar um pouquinho sobre as minhas impressões a respeito da cesárea que fiz na semana passada. Vi que muitas mamães por aí têm medos e dúvidas.


Em relação à cirurgia:
Anestesia: 
Senti a agulhada, mas nada demais. Sabem aquela agulha gigantesca que vemos na tv? Pois é... não senti nada daquilo. Foi bem rápido. O único inconveniente é que depois que começaram a adormecer as minhas pernas, eu tive uma vontade louca de dobrá-las. O médico avisou que a anestesia poderia dar enjoo e um pouco de dificuldade para respirar. Bem, deu mesmo, mas nada que não fosse contornável. E esses sintomas passaram bem rápido.

Cirurgia:
Ele falou que eu sentiria a médica mexendo em mim, mas não sentiria dor. Meia-verdade. Eu não senti nenhuma das duas coisas. Quando eu achei que ela iria começar, ouvi o choro da Bianca.
Ela abriu, tirou, limpou e fechou sem que eu sentisse nada.

Nascimento da Bibi:

Quando eu ouvi o choro da Bibi, eu não conseguia pensar em nada, nem falar, nem fazer. Eu só chorava. É uma emoção indescritível. Só vivendo para saber. É algo que não dá pra controlar.
Eu fiquei chorando e o papai foi com ela acompanhar todos os procedimentos. Eu tinha dito pra ele não deixá-la sozinha nem por um segundo. No quarto que estava internada, a família acompanhava em lágrimas também, pela televisão.

Filmagem de parto:
É importante ver antecipadamente com o hospital a possibilidade de filmar o parto. Alguns hospitais não permitem, outros até prestam o serviço. No nosso caso, contratamos a filmagem do hospital e deve chegar em duas semanas. O papai também fotografou um monte. E foi ótimo, pois agora temos tudo registrado nas duas formas.

Recuperação:


Claro, estou tendo que tomar mais cuidado, pois estou com os pontos que só vou tirar depois de uma semana. Eles, evidentemente, estão doendo, mas como em qualquer cirurgia.
No primeiro dia eu estava muito, mas muuito inchada. Meus braços, meu rosto, minhas mãos... Nem a aliança eu podia colocar de volta. 
No banho do primeiro dia (mesmo dia da cirurgia) eu passei mal e desmaiei no chuveiro, mas é bem normal, pois foi a primeira vez que levantei depois da cirurgia, na qual há uma grande perda de sangue (conforme rotina - a minha médica me deu vitaminas e me preparou semanas antes para a produção maior de sangue, pois haveria essa perda no parto mesmo). Mais tarde me olhei no espelho e fiquei horrorizada: estava inchada, branca, com o rosto quadradão e cheio de manchas. No outro dia não tinha mais nada.
Estou usando ainda o absorvente pós-parto. No primeiro dia e no começo do segundo, sangrei muito. Agora já estou sangrando bem menos. Corre mesmo quando a Bianca mama, pois o aleitamento estimula a digressão do útero, trazendo o corpo de volta ao lugar.

Registro:
Eles me deram uma declaração de nascido vivo no hospital e o papai foi no cartório com a nossa certidão de casamento (somos casados no civil) e registraram bem rapidinho. Bibi já é gente civil!

Mamadas:


AI... aqui começou a saga. A primeira impressão que tive era que a Bianca era preguiçosa. Não gostava de mamar. No primeiro dia eu não conseguia pegar o jeito. JURO que NADA foi mais complicado e decepcionante que a dificuldade de fazer a miudinha mamar. Eu achei que era colocar no peito com jeitinho e estava feito. 
Fiquei desesperada com a possibilidade de não poder amamentar a minha princesinha. Milhares de dúvidas passavam pela minha cabeça: será que ela não gosta do meu leite, será que tenho leite suficiente, será que meu leite é fraco...? Ela pegava o peito e dormia. Tinha preguiça de mamar. Todos os médicos e as enfermeiras do banco de leite disseram que é normal, pois o bebê leva uns dias para aprender a mamar. Afinal, estava até agora curtindo o alimento sem nenhum esforço. Eu pensava que era só papo para me acalmar. No terceiro dia conseguimos pegar um pouquinho da manha, mas ela ainda era preguiçosa.
Ao mudar de colostro pra leite meu peito começou a encher de uma tal forma que ficou completamente dolorido. Parece torneira quebrada: vaza o tempo todo. Principalmente quando ela pega um peito: o outro escorre.
Só que ao chegar em casa, ficamos mais calmas, sem aquela pressão de ter que amamentar e aquela loucura da movimentação da maternidade. Sossegadas, conseguimos nos conectar. Criamos nosso ritual de amamentação, e agora a pequena está se alimentando muito bem.

Em casa: 


Passei a primeira noite em casa com a Bianca. Até então eu não tinha saído do quarto do hospital. Arrumamos as coisas tudo pra vir para casa. Peguei a Bibi no colo. Quando passei pela porta, cheguei no corredor e me dei conta de que estava indo com a minha filhota pra casa... adivinhem: mais choro incontrolável.
É emocionante chegar em casa com um bebê nos braços. Acordei a noite toda pra ver se estava tudo bem e paparicar a pequena. Coisas de mãe de primeira viagem. Tenho que cronometrar o celular para despertar, porque senão a dona preguiça segue dormindo e não come.

Bianca já está com seis dias. Ainda não tirei os pontos, mas já estou muito bem! Estamos todos muito bem!

Beijos,

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